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  A primeira vista imagino que o cara que fez o primeiro longa metragem colorido em animação do Brasil deva ser lembrado com deferência, como um pioneiro ou um vencedor.  Tive isso em mente e sinto um grande apreço por sua figura mas tenho que dizer que o documentário não tomou esta direção. Não tem o tom da saga embora pudesse perfeitamente ter. Algo incomodo fica no ar.

Os caras fizeram 80 minutos de arte quadro a quadro tudo a mão. 24 desenhos por segundo rascunhados, traçados, refeitos e pintados.  Com uma equipe, como diria, no mínimo eclética. Só com isso dá para ter idéia do trabalho.
Por que a história foi esquecida isso não vem ao caso. Me importa quem e o que guardaram.

No documentário focamos a trajetória de vida de Ype narrada através das lembranças sobretudo de Itsuo Nakashima, filho único de Ype, e da netas Larissa e Lorena, estas nunca  tendo tido contato com o avô. Ficou muito mais o processo do que o fim. Mais as versões do que os fatos.

Vamos agora ao outro lado com a busca de outros relato de várias pessoas que participaram do projeto e montar um mosaico de depoimentos. Isso entrará no site elaborado pelo Núcleo Virgulino como prosseguimento e extensão do documentario  para abrigar todos os materiais relativos a Ype Nakashima. Lá estará Piconzé, os curtas, os comerciais, o documentário e tudo que for enviado para nós a partir de agora sobre esse artista. Uma obra em progresso construído por várias mãos e disponível a todos. Essa é a nossa meta.

Valeu Itsuo, Lia, Larissa, Lorena, Luiz, Erick, Érika, Wada, Camila, Nanna, Nany, Benjamim, Fabio, Jô, Cecília, Célia, Célia, Marcos e todos que cooperaram e torceram para o projeto se concretizar.

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